Capítulo 3 - NOITES DE SANGUE

 



Capítulo 3




Rachel prendeu a respiração o máximo que pôde. Ficou imóvel. Com os olhos entreabertos vigiava o irmão. Seu corpo estava congelado de medo.

            Então ela começou a se sentir sufocada. Prendera a respiração por tempo demais. Precisava respirar ou ia se sufocar.

            Brandt murmurou alguma coisa que Rachel não entendeu, se virou e deixou o quarto, fazendo a porta bater atrás dele com um ruído seco.

            Rachel aspirou e respirou profundamente. Estava ofegante. O coração querendo sair pela boca.

            Começou a ficar com muita sede. Mas temia sair do quarto. Estava com medo do próprio irmão. Ela se perguntava com quem ele estava conversando e o que fazia com aquela enorme faca de açougueiro? Perguntas, cujas respostas só Brandt sabia.

            Rachel se levantou, andando nas pontas dos pés, trancou a porta do quarto e se enfiou debaixo das cobertas.

            “Esqueça a sede.” Dizia a si mesma. “Não vou lá embaixo de jeito nenhum.”

           

 ***

            No outro dia Rachel acordou às 9 da manhã. Foi tomar café. Um bilhete pregado na geladeira dizia que os pais haviam saído para fazer compras.

            A garota tomou café e comeu torradas com geleia de amendoim.

            Quando ia para seu quarto escolher uma roupa para usar depois do banho, ouviu uns estranhos ruídos secos vindos do sótão. Notou que o irmão estava trancado no quarto, passou devagar pela porta e começou a subir as escadas que davam ao sótão.

            As escadas de madeira rangiam sob seu peso de 56 quilos. A porta do sótão se erguia à sua frente. Lá dentro os ruídos continuavam. Era impossível dizer o que era.    

            Rachel colocou a mão no puxador da porta quando ouviu uma voz atrás de si dizer:

            -Ei, garota! O que diabos está fazendo aí?

            Ela se virou. Viu o irmão no corredor, fitando-a furioso. Os punhos cerrados.

            -N-nada.- gaguejou a garota, sentindo-se ruborizar – É que eu escutei um barulho no sótão e...

            -Não há nada no sótão.- gritou ele, interrompendo-a – Saia daí. Agora!!

            -Mas eu...- começou ela, desceu as escadas e parou na frente do irmão. – Afinal de contas, o que há com você? Você nunca foi assim tão grosso, sabia? Eu só escutei uns barulhos e fui ver.

            -Não há nada errado comigo.- murmurou ele friamente – Apenas fique longe do sótão se não quer se machucar.

            Rachel gelou. Aquilo era uma ameaça contra sua vida? Uma ameaça vinda do próprio irmão?

Continua...



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