Capítulo 14 - NOITES DE SANGUE
Capítulo
14
O maníaco investiu contra elas. Mas
ambas conseguiram desviar da faca, que atingiu a parede atrás delas, tirando
uma lasca de madeira.
Brandt
foi mais ágil e conseguiu pegar o rabo-de-cavalo de Nayara. Esta berrou de dor.
O
psicopata a jogou contra a parede, segurando-a pelo pescoço, ergueu a faca para
assassiná-la, quando Rachel, desesperada, viu um livro grosso, de capa preta,
em cima de uma mesinha na outra extremidade do sótão.
Como
em um arrepiante filme em câmera lenta, ela correu, pegou o pesado livro,
enquanto ouvia os berros e súplicas de Nayara, se virou e, sem pestanejar,
usando as duas gélidas e trêmulas mãos, golpeou a cabeça de Brandt com toda a
sua força.
O
que se ouviu foi o som de um baque surdo. Em seguida o maníaco tonteou e
desabou no chão com um estrondo grotesco.
Silêncio.
Só
o tum tum tum dos corações das duas jovens que batiam acelerados era ouvido.
Nayara parecia que ia ter um treco de tão assustada que se encontrava.
Uma
chuva pesada começou a cair. Ali em cima o barulho da água caindo no telhado
era muito alto.
-O
medalhão.- gritou Nayara.
-O
quê?- Rachel olhou para ela sem entender.
-Ele
está usando o medalhão. Por baixo da camisa.- explicou Nayara. –Foi depois que
o colocou que ele virou um maníaco. Você precisa tirar isso dele.
Rachel
se abaixou perto do irmão caído, inerte, e notou que um filete de sangue
vermelho-púrpura lhe escorria do canto da boca.
Ela
levantou a camisa dele e viu o medalhão, de uma cor roxa intensa, brilhando
sobre seu peito. Sem hesitar Rachel o retirou do irmão e arremessou o artefato
pelo aposento. Para longe dele.
Ela
viu a faca no chão, ao lado de Brandt e a pegou rapidamente quando ele começou
a despertar. Uma sombra pareceu sair do corpo dele, depois desapareceu no ar.
O
rapaz olhou para ela com um olhar perdido e confuso e perguntou:
-Rachel!?
O que está acontecendo?- viu os outros no chão e seus olhos se encheram de terror.
Rachel
e Nayara começaram a lhe contar o que tinha acontecido. O terror que viveram
momentos atrás.
Mas
as duas garotas pararam a história quando ouviram um ruído e todos viram com
horror, a tampa do caixão ser aberta, até pender de um lado.
Quando,
de repente, um cheiro pútrido encheu o ar, fazendo os estômagos dos jovens
embrulharem.
O
terror se manifestou novamente naquele sótão, quando, do caixão aberto,
ergueu-se um ser. Era uma silhueta quase humana da criatura repulsivamente
horrenda.
Continua...







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