Capítulo 8 - NOITES DE SANGUE

 

Capítulo 8

 

 

 

-Está bem.- assentiu a garota, depois que Rachel insistiu muito. – Eu vou te contar o que aconteceu naquela noite. O que fez Brandt mudar...

            -Brandt, eu e mais dois amigos nossos, Marta e Jeck, adorávamos ficar no sótão da casa dos seus tios contando histórias de terror um para o outro - começou Nayara, fitando mais um ponto qualquer na grama verde e bem aparada, forçando a memória a se lembrar de cada detalhe. – Mas naquela noite não tínhamos tido boas ideias para contar histórias de terror. Então Brandt decidiu procurar por livros de mistério em uma estante que ficava no fundo do sótão. Começamos a procurar bons livros de mistério. Mas ali só tinha antigos livros de autoajuda e velhos romances. Nada que nos interessava.

            -Mas quando Brandt decidiu examinar os livros da parte mais alta da estante e subiu nela, a velha madeira não aguentou e tudo despencou. Fomos literalmente soterrados por velhos livros empoeirados e cheirando a naftalina. Foi assim que descobrimos uma pequena porta na parede, que estava oculta pela estante. Brandt a arrombou e lá dentro encontramos apenas um baú, onde tinha um grosso livro preto cujo título era “O livro encarnado de Eaque”.  Incrustado na capa tinha um medalhão de uma intensa cor roxa. Seu irmão achou o artefato muito legal e o colocou no pescoço.

            -Tá. Mas e o que isso tem haver com a mudança em meu irmão?- interrompeu-a Rachel, impaciente.

            -Estou chegando lá.- disse Nayara. O cão aos seus pés babava avidamente na bola de softball. – Foi aí que uma coisa muito estranha e assustadora aconteceu.

-Primeiro um vento inacreditavelmente gelado nos envolveu. Marta fechou a janela, mas o frio continuou a nossa volta. Depois este mesmo vento frio folheou as páginas amareladas do livro preto nas mãos de Brandt até deixar o manuscrito aberto nas páginas 98 e 99.

-Aí eu vi os olhos de Brandt brilharem em uma cor vermelha e ele começou a pronunciar as palavras estranhas que estavam escritas no livro.

-Um olhar possessivo enchia mais e mais os olhos do seu irmão. Mas pensamos que ele estava só brincando, sabe, tentando nos assustar como ele sempre fazia.

-Então, para nosso completo horror, vimos uma mancha negra, disforme, espessa, expelindo um forte odor de coisa podre, sair das páginas do livro. A sombra densa foi aspirada pelas narinas de Brandt e então ele ficou de pé. Seu rosto se desfigurou em uma careta de ódio. A pele ficou pálida e olheiras grossas surgiram. O sorriso endureceu completamente.

-Foi aí que tudo ficou ainda pior Rachel.- lágrimas rolaram pelo rosto de Nayara. –Seu irmão enlouqueceu e atacou Marta. Colocou suas mãos em seu pescoço e começou a esganá-la. Ia matá-la.- Nayara enxugou as lágrimas com a manga da camisa e continuou:

-Jeck tentou impedi-lo de matá-la, mas Brandt se voltou contra ele e com uma força sobre-humana o arremessou contra a parede. Jeck caiu, bateu a cabeça e desmaiou. Um filete de sangue começou a escorrer pelo seu nariz. Eu gritava para Brandt parar. Ele me empurrou. Disse para eu me mandar e não dizer nada a ninguém. Ou me mataria.

-Eu fugi. E me escondi em casa durante uma semana sem sequer chegar à janela. Então fiquei sabendo que Marta e Jeck haviam desaparecido. Brandt os matou.

-Isso é terrível!- lamentou-se Rachel, trêmula.

-Alguma força do mal possuiu seu irmão.- assegurou Nayara. –E o transformou em um maníaco homicida.

-Mas por que ele te deixou fugir?- indagou Rachel espavorida. –E por que você não foi à polícia?

-Não sei por que ele me deixou ir. - choramingou Nayara, encarando o rosto preocupado de Rachel. – Mas não tive coragem de ir à polícia ou contar para qualquer outra pessoa, a não ser você. Morro de medo dele vir matar minha família e eu.

-Então deve ser com alguma coisa sobre-humana que ele conversa à noite.- deduziu Rachel, pensando alto.

-Deve ser o mal que saiu do livro.- arriscou Nayara.

-Se o tal livro fez mesmo isso com ele, talvez possamos usá-lo para trazer meu irmão de volta ao normal.

-Você não está pensando em... - Rachel não deixou Nayara terminar o que ia dizer e completou:

-Vou entrar de uma vez por todas naquele sótão e procurar o livro. Talvez haja um jeito.

-Não faça isso, Rachel. – Nayara suplicou – Se for lá ele vai te matar também.

-Eu preciso me arriscar. Ele é meu irmão. - Rachel pegou nas mãos geladas de Nayara. – E você vai me ajudar.

Continua...

 

TEMOS PARCERIA C/ AMERICANAS - SHOPTIME - SUBMARINO 

OFERTAS ESPECIAIS DA SEMANA 


É HORA DE TROCAR SEU SMARTPHONE

TVS C/ IMAGENS INCRÍVEIS 

FINO, LEVE E RÁPIDO

CONFORTO E SOFISTICAÇÃO


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Capítulo 15 - NOITES DE SANGUE

Capítulo 7 - NOITES DE SANGUE

Capítulo 14 - NOITES DE SANGUE