Capítulo 11 - NOITES DE SANGUE

 

Capítulo 11

 

  

-Você tem um grampo de cabelo?- indagou Rachel olhando para o cabelo de Nayara, preso em um rabo-de-cavalo.

            -Acho que sim.- disse Nayara procurando o grampo nos cabelos com as mãos. –Achei.

            Rachel pegou o grampo da mão da amiga e correu para a porta do sótão.

            -Você sabe como abrir fechaduras usando grampos de cabelo?

            -Algumas fechaduras eu sei.- respondeu Rachel, tentando abrir a fechadura. –Certa vez um garoto da minha escola lá de Rosa Negra me ensinou.

            -Acha que dá para abrir esta aí?- Nayara ficou ao lado de Rachel no patamar das escadas, observando-a.

            -Acho que...- não terminou a frase, soltou um gruindo de esforço e escutaram um “Creck!” –Consegui!

            A garota abriu a porta, que provocou um rangido sinistro. O cheiro de naftalina encheu o ar.

            -Atchim!!!- Nayara começou a espirrar.

            -Não vai ter um ataque alérgico agora, não é? - Rachel se virou para a amiga. –Tape o nariz e me siga. Temos que ser rápidas. Brandt pode chegar a qualquer momento.

            As duas entraram no sombrio sótão. Lá dentro estava quente e úmido. O cheiro de naftalina era ainda mais forte. Rachel quase espirrou também. Ela foi tateando a parede até achar o interruptor. Clamando para não aparecer mais nenhum morcego.

            Um “Click!” e uma luz brilhante jorrou do teto, ferindo seus olhos. Elas piscaram até se acostumarem à claridade intensa.

            Quando seus olhos se adaptaram a luz, se encheram de medo ao verem o que havia no final do sótão. Ambas sufocam um grito de pavor, diante da visão horrenda e bizarra.

Continua...



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